tantas, tantas, tantas palavras!
Não sei o que se passa, ou melhor é a vida que passa. Sim é a vida que me leva, me acorda enfim uma vez e outra. E essa continuidade tem-me levado para lá de tudo o que consigo compreender. Demasiado. De tudo. Até das palavras. Elas soltam-se nem sei como, espalham-se indecifravelmente pelas folhas ainda há pouco brancas e não me fazem qualquer sentido, é como um estado de hipnose talvez. E as noites muito curtas para o corpo cansado, e os dias repetem-se demasiado depressa. E volto mais tarde às palavras e todo o seu significado e significante se correlacionam e a sua coerência é maior do que todo aquela que me rodeia nestas últimas semanas. Tenho escrito imenso. Uma terapia quase diária que me deixa entrar no mundo que só eu conheço e do qual quase nada sei. Estranho. Mas tem o poder de uma terapia. Retorno ao mundo. Caminhar talvez. Dormir de certo


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