Conversas a dois nas quais apenas uma voz é audível.
Meu Amigo, demorei algum tempo até encontrar as palavras que deixaste. Enfim, resulta das mudanças que fui forçada a fazer durantre os últimos meses e procurei em quase toda a parte onde tenho coisas tuas.
Ja esperava que aquela agonia súbita daquela consciência feroz de que tento me falaste surgisse logo nas primeiras linhas, como tantas vezes aconteceu.
Porém, desta vez tudo foi diferente, terrivelmente diferente e veio acabar com muitas dúvidas que tinha. Ela surgiu vários dias antes e apesar de não demorar mais do que a eternidade de uns breves segundos, ela foi insistente e impulsionou-me para encontrar finalmente o que tinhas deixado.
Esta é a principal novidade e sobretudo a mais intrigante. Releio agora novamente e uma vez mais, as páginas sublinhadas, com especial atenção as que escreveste quando sentiste o que ainda sinto neste instante quando lhes compreendo o significado.
Loucura?
Sorrias quando ouvias essa palavra. Buscavas nela o sentido como fazias com o simples respirar de uma alma que se aproximasse de ti. Ja para não falar da tua, que não te dava descanso. E sobre qual procuraste sempre o sentido. Questino-me tantas vezes se realmente o terás encontrado. Porque apenas recordo quando dizias para eu tinha que o procurar, na tua, nas outras, na minha.
Loucura ou não. Prefiro chamar-lhe lucidez. E sei que se aqui estivesses anuirias e farias um leve sorriso de um professor que se sente acompanhado pelo aluno.
Tenho dúvidas. Tantas! E se pudesses ouvir-me ainda, não haveria uma questão que ficasse por colocar, uma razão por procurar, e...
E uma vez mais olho as tuas palavras.
E às letras, aos pensamentos, às críticas, faço o que posso... dou-te voz.
Ja esperava que aquela agonia súbita daquela consciência feroz de que tento me falaste surgisse logo nas primeiras linhas, como tantas vezes aconteceu.
Porém, desta vez tudo foi diferente, terrivelmente diferente e veio acabar com muitas dúvidas que tinha. Ela surgiu vários dias antes e apesar de não demorar mais do que a eternidade de uns breves segundos, ela foi insistente e impulsionou-me para encontrar finalmente o que tinhas deixado.
Esta é a principal novidade e sobretudo a mais intrigante. Releio agora novamente e uma vez mais, as páginas sublinhadas, com especial atenção as que escreveste quando sentiste o que ainda sinto neste instante quando lhes compreendo o significado.
Loucura?
Sorrias quando ouvias essa palavra. Buscavas nela o sentido como fazias com o simples respirar de uma alma que se aproximasse de ti. Ja para não falar da tua, que não te dava descanso. E sobre qual procuraste sempre o sentido. Questino-me tantas vezes se realmente o terás encontrado. Porque apenas recordo quando dizias para eu tinha que o procurar, na tua, nas outras, na minha.
Loucura ou não. Prefiro chamar-lhe lucidez. E sei que se aqui estivesses anuirias e farias um leve sorriso de um professor que se sente acompanhado pelo aluno.
Tenho dúvidas. Tantas! E se pudesses ouvir-me ainda, não haveria uma questão que ficasse por colocar, uma razão por procurar, e...
E uma vez mais olho as tuas palavras.
E às letras, aos pensamentos, às críticas, faço o que posso... dou-te voz.


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